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COMISSÃO DE CARNAVAL

Em 1997, com a saída do carnavalesco Milton Cunha, o Diretor Geral de Carnaval Laíla propôs a Presidência da Escola que fosse montada uma comissão, não de um, mas de vários carnavalescos para desenvolverem o carnaval do ano seguinte. A proposta era ousada, mas ao mesmo tempo desafiadora. Como “inovar” é a marca registrada da Beija-Flor, sua Presidência concordou e encarregou Laíla de reunir os artistas capazes para as realização de tal projeto.

O primeiro nome sugerido foi o de Cid Carvalho, um artista plástico em potencial, capaz dar forma e cores a um desenho, transformando-o em uma fantástica fantasia ou alegoria, mas... E os tais desenhos, quem os faria?

São então convocados Fran-Sérgio, arquiteto e desenhista e conseqüentemente seu amigo e parceiro nos pincéis, Ubiratan Silva, o caçula do grupo. Juntos formam a dupla capaz de transferir para o papel as idéias que, até então, existiam apenas na ilusão do futuro grupo de artistas.

 
 
------Ficha Técnica
 
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Havia ainda outro nome, Nelson Ricardo, estagiário da LIESA para trabalhar no barracão da Beija-Flor no carnaval anterior. Estudou arquitetura e formou-se em artes cênicas. Seus conhecimentos contribuiriam para o sucesso do projeto.

Tinha-se quem riscasse os sonhos e quem os materializasse, mas... Que sonhos? Qual seria o enredo do próximo desfile? Aí estava mais um obstáculo a ser transposto. Surge então a idéia de se abrir ao público a sugestão do tema para o próximo carnaval onde qualquer pessoa poderia participar. Foi uma loucura! Foram recebidos 68 temas de diferentes artistas: amadores, iniciantes, profissionais e pioneiros, todos desejavam que o seu tema fosse o escolhido.

Durante o processo de seleção foram descobertos outros dois talentos. Victor Santos, um excelente desenhista que já havia trabalhado na Beija-Flor como chapeleiro e desenhista e Paulo Fuhro, formado em filosofia, teologia e história. Posteriormente, os dois fariam parte do projeto, onde seus dotes seriam de grande valia.

Dentro de todos os enredos apresentados, um tópico dentro de um deles chamou a atenção. O enredo falava sobre o Estado do Pará, berço da Pajelança Cabocla, foi um achado, uma jóia. Era de autoria de Amarildo Mello, carnavalesco e estudante de museologia na época, o qual acabou por integrar a Comissão de Carnaval da Beija-Flor.

Com o enredo “Pará – O Mundo Místico dos Caruanas nas Águas do Patu-Anú”, baseado nos relatos da Pajé Zeneida Lima, a Escola conquista o título, iniciando uma nova era para a agremiação e, conseqüentemente, para o maior espetáculo a céu aberto do mundo, o carnaval carioca.

Para o carnaval seguinte, Amarildo de Mello, Victor Santos e Paulo Fuhro decidiram seguir outros caminhos. Com a saída dos três, Shangai entra para a Comissão devido ao seu incrível talento em transformar materiais rústicos em curiosas obras de arte.

O grupo de cinco artistas coordenados pelo Diretor Geral de Carnaval e harmonia Laíla, criou o Carnaval da Beija-Flor de Nilópolis durante os três anos que se seguiram.

Em 2001, Victor Santos, após o mesmo período afastado da agremiação, volta a integrar a Comissão de Carnavalescos da Escola unicamente para o próximo carnaval, quando volta a desligar-se da Escola após o desfile.

Em 2003, Fran-Sérgio e Ubiratan Silva permanecem na agremiação, mas não integram a comissão neste ano, voltando a incluírem suas assinaturas nos três carnavais seguintes.

Para o Carnaval de 2007, Cid Carvalho resolve assinar o carnaval de outra agremiação, simultaneamente a Comissão de Carnaval ganha o reforço de Alexandre Louzada, então campeão pela Unidos de Vila Isabel. Com o novo grupo de artistas a Beija-Flor de Nilópolis conquista novamente o campeonato deste ano.

Durante o processo de criação para o próximo carnaval, Shangai afasta-se da Escola.

Em sua trajetória a Comissão de Carnavalescos do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis conquistou quatro vice-campeonatos e conduziu cinco vezes a agremiação ao ápice dourado, inserindo cinco estrelas em sua constelação de vitórias, incluindo um tri-campeonato.

***** Ubiratan Silva *****
Comissão de Carnavalescos

G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis
Rua Rivadávia Corrêa, 56 - Gambôa - Cep.: 20.220-290
Cidade do Samba - Unidade 11
Zona Portuária - Rio de Janeiro -RJ
CNPJ.: 34.292.854 / 0001 - 00

www.fotologbr.com.br/beijaflor
beija-flor@grupointernet.com.br
beijaflordenilopolis@ig.com.br

Telefax: (0**21) 2233-5889

Ubiratan Silva

Aquariano. Nascido no Rio de Janeiro no ano de 1976. Formado em Proces-samento de Dados, estudou Teatro, Maquilagem, Danças, Artes Marciais, Produção de Eventos, Computação Gráfica e etc. Atualmente é instrutor de Teatro da Academia Andrezza Cruz (Duque de Caxias), Narrador Premiado da A.C.E.D.F. Zeca Cuia Mana Vaca e Carnavalesco, membro da Comissão de Carnavalescos, do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópo-lis. Faz aulas de inglês, Jazz, sapateado, balé clássico e dança de salão.

Decidiu fazer Teatro em 1990, tornando-se aluno de Milton Cunha no Teatro da AFE (atual UNIGRANRIO). Em 1992 integra a Cia. Teatral Amor & Arte, sob a Direção de Cristiane Ferreira. Em 1994 entra para o Teatro Vida com a Direção de Paulo Sérgio Mag. Já atuou em 19 peças teatrais, em 01 rádio novela, 02 video-clipes, dirigiu 05 espetáculos teatrais e participou com performances corporais em aberturas de quadros do programa TV Xuxa 2007.

Em 1993 entrou para o G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis como assessor direto do carnavalesco Milton Cunha, sendo também encarregado dos desenhos das fantasias e alegorias. Em 1997 torna-se um dos carnavalescos da agremiação como um dos membros da Comissão de Carnaval. Ultrapassando os limites do tablado mesclando suas habilidades teatrais com o carnaval, tornou-se o responsável pelas dramatizações e performances de alas e alegorias, transformando passistas em atores. Com cinco campeonatos conquistados, garantiu um espaço no time de campeões do carnaval carioca.

Paralelamente, teve a oportunidade de trabalhar com o Carnavalesco Max Lopes – O Mago das Cores, com quem aprendeu um pouco mais sobre a magia dos pincéis no G.R.E.S. Vila Isabel. Em 96 Desenhou os figurinos e alegorias da escola de samba Campos do Galvão em Guaratinguetá, SP. Desenhou durante dois anos consecutivos os figurinos e alegorias da Escola de Samba “Estado Maior da Restinga” - RS, conquistando o campeonato em 99, mesmo ano em que desenhou os carros alegóricos para o Show da Beija-Flor no CSI – Hallestadion em Zurich na Suíssa.

Sua intimidade peculiar com a arte da maquilagem artística fez o diferencial em diversos trabalhos, dentre eles o comercial de lançamento da TV Sony Bravia - Japão, episódios dos Programas “Turma do Didi” e “Zorra Total”, ambos da Rede Globo de Televisão, composições de alegorias e alas teatralizadas da Beija-Flor de Nilópolis. Suas intrigantes performances nos quatro últimos desfiles da agremiação, com belíssimas maquilagens corporais ficarão marcadas para sempre na história do Carnaval Carioca.

Fran Sérgio

A magia do carnaval o seduziu tão pro-fundamente a ponto de tornar-se uma de suas paixões, fazendo com que a facul-dade de arquitetura ficasse em segundo plano.

Nascido e criado na cidade de Nilópolis - RJ, onde ainda reside, passou a des-filar na Escola de Samba desta cidade aos oito anos de idade. Em 1993, indi-cado pelo diretor do Centro de Aten-dimento Comunitário, foi trabalhar no Barracão da Escola Nilopolitana dese-nhando as fantasias e alegorias e de-vido aos seus conhecimentos como arquiteto, ficou também responsável pelos projetos estruturais dos gigantescos carros alegóricos. Em 1994 co-meçou a desfilar no Abre-Alas da agremiação como destaque, posto que ocupou durante doze anos. Em 1997 tornou-se Carnavalesco, membro da Comissão de Carnavalescos do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis, integran-do o time de campeões do carnaval carioca com cinco títulos conquistados.

Ampliando seu trabalho como carnavalesco, desenhou os figurinos e alegorias da escola de samba Acadêmicos do Campo do Galvão, em Gua-ratinguetá – SP, em 1996 e durante o tri-campeonato entre os anos de 2005 a 2007. Desenhou, durante dois anos consecutivos, os figurinos e alegorias da Escola de Samba Estado Maior da Restinga - RS, conquistan-do o campeonato em 1999, mesmo ano em que projetou os carros alegóri-cos para o Show da Beija-Flor de Nilópolis no CSI – Hallestadion em Zurich na Suíssa. Em 2006 e 2007 criou as fantasias e alegorias para o G.R.E.S Acadêmicos de Santa Cruz, do Grupo de Acesso A, desfiles nos quais a agremiação obteve o 6o e 3o lugares respectivamente.

Paralelamente ao seu envolvimento com o mundo do samba, resolveu fazer parte também do “mundo junino”. Exercendo a função de diretor artístico, levou a associação cultural escola de dança folclórica Zeca Cuia Mana Va-ca ao ranking das melhores quadrilhas de São João da cidade maravi-lhosa. Com suas criações a “Zeca Cuia”, Como popularmente é conhecida, conquistou cinco vezes o título de campeã.

O artista mantêm ainda um Ateliê onde cria, confecciona e reproduz cente-nas de fantasias para o carnaval carioca, dentre elas a ala da Bateria e fan-tasias de composições alegóricas da Beija-Flor.

Alexandre Louzada

Nascido em Niterói, no ano de 1957. Seus 23 anos de experiência profissional como carnavalesco, cenógrafo e figurinista lhe rederam três valiosos títulos de Campeão, abrilhantando magistralmente os desfiles de grandiosas Escolas de Samba.

No Rio de Janeiro já assinou carnavais apresentados pelos Grêmios Recreativos Escolas de Samba “Branco no Samba”, “Acadêmicos do Sossego”, “Corações Unidos”, “Flor de Magé”, “Portela”, “União da Ilha do Governador”, “Unidos do Cabuçu”, “Inocentes de Belfold Roxo”, “Caprichosos de Pilares”, “Unidos da Ponte”, “Unidos do Viradouro”, “Acadêmicos do Cubango”, “Acadêmicos do Grande Rio”, “Acadêmicos da Rocinha”, “Estácio de Sá”, “Porto da Pedra” e conquistou o título máximo do Carnaval Carioca pelas Escolas de Samba “Estação Primeira de Mangueira” (1998), “Vila Isabel” (2006) e “Beija-Flor de Nilópolis”(2007), onde permanece atualmente como carnavalesco, membro da comissão de carnavalescos.

Em São Paulo, Escolas de Samba como “Eldorado de Jundiaí” e “Camisa Verde e Branca” tiveram o privilégio de contar com sua contribuição artística.

Atuou como Reitor “Honoris Causis” e professor de criação e desenvol-vimento de enredo do projeto Universidade do Samba da Faculdade Pinheiro Guimarães (2000).

Realizou projetos de cenários e figurinos nos espetáculos “O Belo Adorme-cido” (1991), “Concurso de Miss Brasil” – Hotel Glória – RJ (2001), “Auto de Natal”, para a Prefeitura de Niterói – Niterói (2003) e “Choros e valsas – Um tributo a Pixinguinha”, no Teatro Municipal de Niterói (2006). Recebendo Menções Honrosas pela prefeitura de Niterói pelo desenvolvimento da cultura.

Artista certificado pela Epcot Costuming – Facts & Figures, Disney World no espetáculo “The Animal King Parade” e como backstage pela Commercial Theater Institute - Broadway Workshops, em grandes espetáculos como Cirque du Soleil, The Blue Man Show, Miss Saygon, Raight Time, Chicago, The Lion King e Scarlet Pimpernel. Participou ainda do Workshop em Hollywood promovido pelos estúdios Wanner Bross.

Laíla

Se você perguntar a um sambista se ele conhece Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, uma considerável parcela que circula nos bastidores das escolas de samba não saberá identificar a pessoa que atende pelo nome. Mas o dono do nome é considerado o melhor diretor de harmonia que a história das escolas de samba registra. Através de um apelido, que nada tem a ver com o seu nome, ele se tornou o famoso e popular Laíla.

Aí vai ser difícil um sambista dizer que não conhece e respeita o baixinho de cara fechada e coração aberto; generoso sorriso ocupando cada centímetro dos seus lábios quando o assunto é samba ou escola de samba. Paixões apenas suplantadas pelo carinho e amor dedicados a família. Laíla é respei-tado pela competência, seriedade e amor com que se dedica as missões relacionadas com o samba – há alguns anos é o produtor do CD dos sam-bas de enredo das escolas do Grupo Especial do Rio.

Mas o seu destino estava traçado e os rumos da sua vida não poderiam ser outros

Ele ainda não tinha completado sete anos e já andava as voltas com a formação de uma escola mirim - a Independente da Ladeira - integrada por, aproximadamente, trinta crianças. O som da bateria era extraído das latas pintadas, as fantasias eram confeccionadas em papel crepom, os carrinhos alegóricos surgiam da inteligente combinação de caixotes de bacalhau com rodas de bilhas onde os efeitos especiais resultavam das “luzes” de peque-nas lanternas à pilha.

Durante três consecutivos anos a mini-escola conquistou estrondoso suce-sso ao desfilar nas ruas Francisco Graça, General Rocca e na Praça Saens Pena. No comando, Laíla, um líder aos sete anos. Era, na época, um auto-didata em assuntos de carnaval, mas mostrava trazer no sangue os glóbulos brancos e vermelhos das cores da sua primeira escola de samba, o Salguei-ro. Foi apenas uma falha do destino que, anos depois, foi corrigida com o seu ingresso na azul e branco de Nilópolis, a Beija-Flor.

Em 1953, com pouco mais de 10 anos, a mãe, destaque da escola de sam-ba tijucana “Depois Eu Digo”, levou-o para a escola que, após a fusão com a “Azul e Branco”, tornou-se o Salgueiro dos nossos dias. Quando a escola de samba “Pinga na Miséria” se desfez, pela imensa força que a nova escola alcançou, Laíla não era mais um aprendiz de compositor. Foi convocado aos 13 anos para ser o pião da harmonia, com a missão de ir e voltar du-rante o desfile, impedindo que um setor deixasse de cantar a mesma estrofe que estava sendo interpretada pelos outros setores da escola. Começava ali a formação do futuro diretor de harmonia.

Quando ajudava Pedro Ceciliano, o Peru, na mudança de quadra da rua Bom Pastor para a rua Potenji, no. 80, hoje quadra Calça Larga, aconteceu a previsão: "Você vai ser um grande sambista". Se o envolvimento de Laíla com a escola de samba era ocasional, virou permanente.

Aos 14 anos era o mais jovem componente da Ala dos Compositores do Salgueiro. Concorreu na escolha do samba de enredo do Salgueiro, pela primeira vez, em 1960, com o samba “Palmares”. Em 1962 concorreu com o samba de enredo: “Descobrimento do Brasil”, foi a primeira das três vezes sucessivas que foi vice-campeão na seleção. Andou incursionando na área do canto em 1965, logo abandonada. Assumiu, em 1967, a Direção Geral de Carnaval do Salgueiro e não parou mais.

Com o ingresso de Fernando Pamplona, em 1975, na direção de carnaval do Salgueiro, foi promovido a diretor de harmonia da escola. O sucesso da agremiação tornou o seu nome conhecido e respeitado. Um ano depois, querendo ampliar a sua área de atuação e tentar em outra escola tudo o que havia conquistado no Salgueiro, surge o convite de Anízio e Nelson Abrahão David para que viesse para a Beija-Flor. Veio e conquistou o tricampeonato em 76,77 e 78. Saiu em 1980 indo para a Unidos da Tijuca. Voltou para o Salgueiro em 84, mas ficou apenas um ano, quando resolveu aceitar o convite para ser o “faz tudo” na Arco-Íris, escola de samba de Belém, no Pará. Acabou ficando três felizes anos. Retornou para o Rio no final de 1988. Um ano foi suficiente para ele regressar para o ninho azul e branco de Nilópolis. Ficando até 1992.

Foi convidado para ser o diretor de harmonia da Grande Rio, no segundo grupo. Aceitou: era mais um desafio que ele superou fazendo com que a escola ascendesse ao Grupo especial. Três anos depois, quando todos pensavam que a sua passagem pela Beija-Flor havia se encerrado, retornou.

Após a saída do carnavalesco Milton Cunha, sugeriu a Presidência da Beija-Flor a adoção de uma comissão. Nascia a Comissão de Carnaval da Beija-Flor.

Das 24 horas do dia, mais da metade passa dentro do barracão da Beija-Flor. Só se retira para comandar os ensaios técnicos na quadra e ruas de Nilópolis.

Na convivência diária com todos os segmentos da escola, lhe foi possível tornar realidade vários dos seus sonhos.

Extremamente franco, prefere fazer ao discurso. Mas quando fala, sabe o que diz. Seu comando é firme, calcado na experiência de muitos carnavais. Não é de sorrir desnecessariamente: “meu negócio é trabalho e não ficar distribuindo sorrisos aqui e ali. Gosto de resultados e não sou muito chegado a qualquer jogada política!”, completa.

"Não tenho bola de cristal para prever o futuro. Mas se depender apenas do meu interesse, não saio mais da Beija-Flor", afirma Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, Nascido em 1943, carioca da Tijuca, conhecido como Laíla. É o mestre dos jovens carnavalescos da Comissão de Carnaval da Beija-Flor de Nilópolis.

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