Ballet

Ballet Comunitário Beija-Flor de Nilópolis

“Aprendendo com o Ballet”

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Ghislaine Cavalcanti, coreógrafa profissional, coordena o “Aprendendo com o balé”, que inclui as aulas de balé clássico, jazz e sapateado. Cerca de 150 alunos, entre 5 e 17 anos, aprendem um pouco mais sobre a história da dança e com a prática adquirem disciplina e concentração. “Convivi intensamente com a comunidade de Nilópolis e observei que eles careciam de ampliar algumas das suas condições artísticas. A arte é uma manifestação humana que deve estar sempre sendo provocada. Um artista, seja da pintura, da música ou da dança precisa estar a todo momento se desafiando. Em um ambiente onde o samba é um gênero de grande aceitação, nada mais natural que todos toquem e dancem samba. E isso é ótimo. Mas se a proposta do Anizio e da Beija-Flor de Nilópolis é contribuir para a formação de um ser humano mais integral, nada mais natural que busquemos ultrapassar os limites de cada um. Vi, então, nos cursos de balé clássico e jazz um importante meio para que essas crianças e jovens, que possuem uma enorme veia artística, pudessem alçar voos mais altos”, disse Ghislaine.

NA ITÁLIA DO SÉCULO XV…
NA NILÓPOLIS DO SÉCULO 21!

A ARTE É SEMPRE UMA FORMA DE MELHORAR DE VIDA. NEM TODOS CONSEGUIMOS VIVER DE ARTE, NO ENTANTO, CERTAMENTE SERIA IMPOSSÍVEL VIVER SEM ELA.

O balé é um estilo de dança que se originou nas cortes da Itália renascentista durante o século XV e na Inglaterra, Rússia e França se firmou como uma forma de dança de concerto, revolucionando as manifestações artísticas da época. Séculos e quilômetros depois, essa requintada arte modificou a vida de muitas meninas, no município de Nilópolis, no Rio de Janeiro, graças a um projeto social da Beija-Flor.
Tudo começou em 2001, quando influenciada pelo jornalista Thales Batista, Gislaine Cavalcante, que coreografava as comissões de frente da Beija-Flor, sugeriu à presidência da escola que aulas de balé fossem dadas na quadra da Azul e Branco de Nilópolis. Eles foram atendidos e Gislaine se tornou coordenadora da iniciativa.
“O Thales ficou admirado com o trabalho das bailarinas na comissão de frente que eu coreografei e me deu essa ideia de dar aulas de balé em Nilópolis. O patrono da escola gostou muito e nos possibilitou realizar esse sonho” lembrou Gislaine.
O projeto que começou com 150 crianças, hoje conta com mais 250. Entre as conquistas da iniciativa estão participações no festival de dança de Joinville (SC), um dos mais conceituados da América do Sul.
Uma dessas meninas ligadas ao projeto, hoje é uma mulher de 27 anos, formada em nutrição e fazendo pós-graduação na área. Priscila Patrocínio, que faz aulas de balé na Beija-Flor desde 2009, garante que a iniciativa a ajudou a ter mais autoconfiança, o que ela leva para quase tudo em sua vida.
“Quando comecei no balé, eu era muito tímida, hoje sou mais segura. Mais decidida para fazer escolhas no dia-dia. Além de ser muito bom termos um projeto por aqui que leva uma dança clássica para pessoas que antes nem sabiam o que era isso” afirmou.
Essa grande iniciativa não poderia ficar só sob o controle de Gislaine. Ela conta com uma equipe de seis pessoas. Entre eles está o professor Douglas, que é sempre lembrado pelas alunas como um mestre que cobra muito, mas que só quer o melhor de todas.
“Antes de começar a fazer as aulas de balé na escola, eu fazia em outro lugar, mas como lá já estava acabando, fui fazer na Beija-Flor, que tinha mais estrutura para as alunas. Temos o professor Douglas que é muito exigente, porém, eu prefiro que seja. Melhorei muito como dançarina graças a isso. Ele e a Gislaine sempre estão fazendo de tudo por nós” contou Paula Souza, de 19 anos.
Engana-se quem acha que as aulas são só um passatempo ou uma atividade esportiva para essas moças. Muitas delas pensam em melhorar de vida através da dança. Como conta Tassiane Albuquerque, de 20 anos: “Eu quero muito ser profissional do Balé. Seria um sonho” destacou.
A arte é sempre uma forma de melhorar de vida. Nem todos conseguimos viver de arte, no entanto, certamente seria impossível viver sem ela. Que bom que essas meninas têm o balé para que os passos de suas trajetórias fiquem mais leves, como em uma delicada dança clássica.

Créditos: Widebrasil Comunicação Integrada.
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