Sonho do Beija-Flor

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Sonho do Beija-Flor”: mais cidadania para a população de Nilópolis e cidades vizinhas

 O Sonho de um Beija-Flor também é uma atividade de inserção social e educativa realizada pela escola de samba. Nessa iniciativa, os alunos recebem aulas de Jiu-Jitsu, tênis de mesa, futebol, natação, dança, dentre outras. O que o projeto propõe é valorizar o potencial dessas crianças e jovens, reconhecendo seus talentos e fazer que eles acreditem que seus sonhos são possíveis de se tornarem realidade, desde que se empenhem nisso.

Algumas de nossas aulas:

Jiu-Jitsu
As aulas de jiu-jitsu começaram em 2006 e chegaram a ter 200 alunos matriculados. Os alunos, que treinavam na quadra da escola em Nilópolis, tinham como professor Elan Santiago, que já trabalhou com equipes dos EUA e da Coreia. Além dos ensinamentos de respeito, disciplina e equilíbrio, a escolinha do professor Elan obteve muitos prêmios. “Foram mais de 150 medalhas, entre ouro, prata e bronze. Em 2009, participamos de diversas disputas fora de casa. As mais importantes foram o campeonato brasileiro e o estadual de jiu-jitsu, além da competição organizada pelo atleta Raphael Abi-Rihan. No campeonato brasileiro, a equipe da Beija-Flor foi representada por 24 atletas, que conquistaram sete medalhas de ouro, doze de prata e uma de bronze, conquistando o 3º lugar por equipe. No campeonato estadual, 26 atletas nossos participaram, levando para casa nove medalhas de ouro, três de prata e três de bronze, conquistando o 3º lugar por equipe. Na competição organizada pelo Raphael, filho do nosso amigo Hilton Abi-Rihan, conquistamos doze medalhas de ouro, oito de prata e cinco de bronze, com a participação de 38 atletas. Nesse campeonato, onde todas as grandes academias de jiu-jitsu do Rio de Janeiro participam, conquistamos o 5º lugar por equipe”, disse Elan.

Tênis de Mesa
As aulas de tênis de mesa ajudaram cerca de 80 crianças a conhecer melhor um dos esportes mais populares do mundo em termos de número de jogadores, mas ainda em desenvolvimento no Brasil. O curso foi ministrado pelo presidente da confederação da modalidade na região leste, Pablo Ribeiro, que sempre frisou que a prática desse esporte contribui para os jovens terem um raciocínio mais rápido e maior nível de concentração. Para participar da atividade, o aluno precisava ter entre 10 e 17 anos e está matriculado em uma escola. “Todos os esportes são importantes meios de desenvolvimento pessoal e social. Quando um aluno pratica um esporte com dedicação, ele conquista não apenas qualidades dentro do esporte. Por isso é que considero a prática esportiva essencial na formação do cidadão. E o que realizamos aqui na Beija-Flor de Nilópolis é isso: dar aos jovens da região esse importante instrumento de libertação. Quando damos aos jovens sem rumo um caminho, eles se agarram com afinco, pois veem no esporte uma oportunidade de construírem uma vida melhor. Mas nem todos que procuram a prática do esporte são jovens sem um rumo definido. Muitos, desde cedo e com o apoio dos seus pais, sabem o que podem fazer se aproveitarem as oportunidades. Essas oportunidades no tênis de mesa começam aqui na Beija-Flor e avançam para caminhos maiores. Esse ano, por exemplo, nossos alunos vão competir nos campeonatos estaduais. O nível de visibilidade aumenta, e as chances de melhorarem suas vidas também. Além disso, o tênis de mesa é um esporte olímpico, e por isso é natural que muitos desses jovens pretendam se preparar e competir para participarem das Olimpíadas de 2016. E nós estaremos aqui para dar todo o suporte para eles”, contou Pablo.

Futebol
O projeto uniu as duas maiores paixões dos brasileiros: o futebol e o samba. Com aproximadamente 150 alunos matriculados, a comunidade teve acesso às aulas de futebol society e de campo. Sucesso garantido. “Aqui na Beija-Flor de Nilópolis, o problema acaba sendo que existem tantas atividades que eu corro o risco das crianças preferirem entrar para as aulas de jiu-jitsu ou de tênis de mesa (risos). Sabemos que há alunos para todas as atividades esportivas. É lógico que a cultura do brasileiro privilegiará o futebol. Até porque as demais atividades são ainda recentes no próprio país. Mas um dia, tenho certeza de que teremos todas as atividades com procura cada vez maior. O fato é que hoje o futebol desperta o interesse da molecada, inclusive porque eles acreditam – e devem continuar acreditando – que o futebol é um dos esportes que melhor paga aos seus atletas. Além disso, o futebol está no sangue desses meninos. Eles não têm praticamente que aprender nada. Eles precisam mais é treinar jogadas, corrigir fundamentos e outros pequenos detalhes, porque saber jogar todos sabem. É do brasileiro”, comenta o professor.

Créditos: Widebrasil Comunicação Integrada.