ANIZ ABRAÃO DAVID

É impossível pensar na Beija Flor sem estabelecer, de imediato, uma estreita relação com seu Presidente de Honra, Anísio Abrahão David. Mas nem sempre foi assim.

No início dos anos 70, Anísio gostava da Mangueira. A Beija-Flor não estava relacionada entre as escolas da sua simpatia, embora seja um apaixonado por samba e pelas escolas de samba. Quando na companhia de amigos e o tema é samba, Anísio é capaz de ficar horas e mais horas relembrando antigos sambas de enredo e fatos históricos das escolas de samba. É uma paixão que vem desde a infância, nas ruas de Nilópolis, onde nasceu, cresceu e está ligado por laços tão fortes que, não morando em Nilópolis há alguns anos, diariamente é visto circulando pelas suas ruas do município. Estranha coincidência: hoje ele mora em Copacabana, perto do local onde os seus pais foram residir, quando imigraram do Líbano para residir no Brasil. Mas estava escrito que as cores azul e branco, da Beija-Flor, iriam exercer em sua vida uma atração bem mais forte e profunda do que a que ele um dia sentiu pelo verde e rosa da Mangueira.

 

NEGUINHO DA BEIJA-FLOR

Com 21 anos de Beija-Flor, ele diz que não existe segredo para manter a empolgação do pessoal na avenida. "A gente tem que gostar do que faz e estar com a voz em dia, o resto é a alegria dos componentes".

Os puxadores tem uma enorme responsabilidade no desfile. São eles mantêm a euforia durante o trajeto. Para Neguinho da Beija-Flor, estar na avenida é como disputar uma Copa do Mundo. "Procuro ser um Pelé na Copa de 70, pois é uma responsabilidade muito grande estar representando a escola no desfile e, apesar da experiência, o nervosismo sempre existe".

Cantando desde os 12 anos de idade, ele lembra com carinho de seu primeiro prêmio como cantor. "Ganhei duas latas de marmelada em um parque de diversão".

É impossível ir ao Maracanã e não ouvir a música de Neguinho da Beija-Flor: "Domingo, eu vou ao Maracanã, vou torcer pro time que sou fã...".

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