



A importância do Laíla para o Samba e o Carnaval é indiscutível. Foram sete décadas de dedicação à Cultura Popular Brasileira, e certamente os desfiles das Escolas de Samba não seriam o que se tornaram sem a visão e a sagacidade dele.
Registrado Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, Laíla é o nome artístico adotado pelo sambista, cantor, compositor, carnavalesco, diretor e produtor musical autodidata que ascendeu ao status de baluarte.
Uma homenagem ao maior baluarte do Carnaval carioca
Laíla, um gênio musical autodidata que revolucionou o Carnaval.
Sete décadas de dedicação à Cultura Popular Brasileira.
Uma homenagem à devoção e ao respeito pela diversidade religiosa.
Defensor do protagonismo negro e da resistência dos excluídos.
Imprimiu sua digital em todas as bandeiras que empreendeu.
O maior detentor de títulos da história do Carnaval.
Domínio pleno da rítmica e da métrica do samba.
Deu voz aos descendentes da nobre dinastia africana.
Ácido, polêmico, intenso, autêntico, competitivo, debochado, sacana, desbocado, teimoso, impulsivo, explosivo, pacificador, ambíguo, dual, generoso, ranzinza, multifacetado, divino, humano, visceral, genioso e genial.
Os valores pessoais do indivíduo se fizeram presentes, influenciaram e se desdobraram nos trabalhos do Mestre do Carnaval, que bradou por tolerância religiosa e foi pioneiro ao reivindicar o lugar de fala e o protagonismo do povo preto.
A sensibilidade enraizada, o raro dom da audição apurada, a musicalidade extraordinária revelada através da aptidão genuína para conduzir musicistas, ritmistas e componentes.
Prodígio com o dom de um ouvido absoluto - habilidade fenomenal que é a percepção singular da musicalidade, tinha a música clássica como fonte de inspiração e estudo para o aperfeiçoamento de seu talento exacerbado.

Kaô Kabecilê, Xangô Menino da Pedreira de Salgueiro! É o brado da aldeia nilopolitana, evocando o Deus do Trovão, do alto de seu trono, a fazer justiça com o seu machado, pelo reconhecimento do seu real valor.
Da conexão com a regência do Ori e da reverência à ancestralidade de matrizes africanas, a Fé sincrética como guia, que ia muito além dos muitos colares de fios de contas carregados em volta do pescoço; a convicção inabalável de que primeiro a gente coloca o pé, depois o Sagrado coloca o chão.
"Laíla de todos os santos, Laíla de todos os Sambas; um tributo com sede de vitória, de encontro a redenção."



