Personalidades

Pinah

Eterna Rainha. “A Cinderela negra que ao príncipe encantou” mudou-se do Rio, mas não deixou de amar a cidade que a consagrou num carnaval. A mineira Pinah Maria da Penha Ferreira Ayoub, ou simplesmente Pinah, transformou-se em ícone do samba como uma das caras da revolução produzida pela Beija-Flor nos anos 70, sob a genial batuta de Joãozinho Trinta e Laíla. A passista careca, linda de morrer, de corpo impecável e molejo sedutor ganhou o mundo ao hipnotizar o príncipe Charles e sair dançando com o desengonçado herdeiro do trono da Inglaterra. Quando ela surgiu na Marquês de Sapucaí, no alto de um carro alegórico, a multidão, de pé, cantou o refrão: ”Ê, Pinah, Pinah, Cinderela negra que ao príncipe encantou”.

Nelsinho David

Um dos principais nomes da Beija-Flor de Nilópolis – Nelson Abrão David – Nelsinho, não esconde o orgulho de ser Beija-Flor: “Desfilo desde pequeno. E a cada ano amo mais a Beija-Flor e me sinto feliz e orgulhoso por desfilar. É uma emoção que não tem igual. É curioso que no período de final de ano encontro meus amigos e eles comentam comigo para onde vão viajar no carnaval… Eu acho engraçado, porque no carnaval eu não quero saber de viajar. Podem me oferecer a viagem que for, que eu não saio de Nilópolis nem da avenida”.

 

Neide do Tamborim

Passista e ritmista, ela é do tamborim, mas samba como ninguém. Neide é nascida e criada lá na cidade de Nilópolis. Hoje já se tornou figura lendária e querida pela comunidade.

Plínio

Trabalha como músico, tendo dos seus 55 anos, 38 dedicados aos surdos e tamborins da escola de Nilópolis.

Nego Lindo

30 anos de carreira e 25 anos como intérprete oficial de escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Entre 1986 e 2010, Nêgo jamais ficou de fora do maior espetáculo da Terra, consagrando-se o maior vencedor do Estandarte de Ouro de Melhor Intérprete.

Claudinho

Colega de farda da companheira de avenida, Selminha Sorriso, Claudinho, primeiro mestre-sala de Beija-Flor, é também bombeiro militar. “Até nisso a gente combina”, diz ele.

Gabriel David

Presidente Mirim da Escola, não apenas por parentesco, mas principalmente por puro amor ao Carnaval. Gabriel já nasceu assim, empenhado com a cultura do Samba e de suas raízes. Desde os 3 anos de idade, tem aulas frequentes de percussão, toca vários instrumentos da bateria – caixa, repique, tamborim e surdo – e de vez em quando desfila com ela. De samba, não precisou de aulas, a desenvoltura profissional vem da convivência com artistas da Escola.

Farid David

Presidente da Escola, advogado de inteligência ímpar, ex-prefeito de Nilópolis.
Assim, Farid se mantém à frente da Escola defendendo a azul e branco em cada Carnaval levado à avenida.

Neguinho da Beija Flor

Com 21 anos de Beija-Flor, ele diz que não existe segredo para manter a empolgação do pessoal na avenida. “A gente tem que gostar do que faz e estar com a voz em dia, o resto é a alegria dos componentes”. Os puxadores tem uma enorme responsabilidade no desfile. São eles que mantêm a euforia durante o trajeto. Para Neguinho da Beija-Flor, estar na avenida é como disputar uma Copa do Mundo. “Procuro ser um Pelé na Copa de 70, pois é uma responsabilidade muito grande estar representando a escola no desfile e, apesar da experiência, o nervosismo sempre existe”. Cantando desde os 12 anos de idade, ele lembra com carinho de seu primeiro prêmio como cantor. “Ganhei duas latas de marmelada em um parque de diversão”.

Sônia Capeta

Durante nove anos exerceu seu reinado junto à bateria da Escola de Samba Beija-Flor. Hoje Sônia, já avó e bisavó, ainda é reconhecida pela comunidade nilopolitana como eterna rainha, aquela que com brilho e garra defendia cada campeonato como se fosse o último.Beija-Flor.

Rodney

Dos seus 46 anos de vida, 13 são  dedicados à bateria da Beija-flor. Fora do carnaval, é um músico de mão cheia, e  traz consigo no peito o amor pelo América.

Anízio Abrahão David

No dia 7 de junho de 1937 nascia em Nilópolis, na Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro, Anízio Abrahão David.

O senhor Anízio, como é respeitosamente chamado, é o presidente de honra da G.R.E.S Beija-Flor de Nilópolis, casado com a D. Fabíola David, pai de seis filhos: Anizinho, Anderson, Aline, Gabriel, Micaela e Leandro Jayder (filho de criação), católico, devoto de Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Conceição, São Jorge e São Cosme e Damião.

O senhor Anízio é o sétimo filho de uma família de dez irmãos. De origem pobre, começou a trabalhar muito cedo, vendeu laranjas, balas e chegou até a engraxar sapatos para ajudar na renda familiar.

Seu amor pelo Carnaval começou aos 10 de idade, naquela época a Beija-Flor era um pequeno terreno próximo à residência da família Abrahão, a Soberana do Carnaval nem desfilava no primeiro grupo, era o Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, fundada em 25/12/48.

Fabiola David

Fabíola Oliveira David, nasceu no dia 14 de março de 1968, sua infância foi no bairro da Penha, no Rio de Janeiro.

Católica, ela é devota de Nossa Senhora das Graças.

Dona Fabíola, como é respeitosamente chamada, é casada com o senhor Anízio há 27 anos. É mãe amorosa e dedicada do Gabriel Oliveira David e da caçula Micaela Oliveira David. Como uma verdadeira matriarca ela sempre se preocupou com a educação, bem-estar e felicidade não só dos seus filhos, como de seus enteados, sempre em prol da união da família Abrahão David.

Dona Fabíola é formada em Comunicação Social – Jornalismo e advogada com registro na OAB, atualmente cursa Design de Interiores.

Sua história de amor e respeito com a G.R.E.S Beija-Flor de Nilópolis começou ao lado do senhor Anízio, pois, antes D. Fabíola passava o Carnaval em Minas Gerais com seus familiares.

Selminha Sorriso

No dia 30 de maio, nascia no bairro de Olinda, no Rio de Janeiro, Selma Rocha, mãe do Igor, bacharel em direito e funcionária pública.

Ícone do Carnaval, ela é a primeira porta-bandeira do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis. Por seu sorriso encantador e que ilumina a passarela, ficou conhecida como Selmynha SorrisoZ.

Sua história de amor com o Carnaval começou bem cedo quando Selminha ainda desfilava na ala das crianças na Unidos de Lucas, em seguida, foi para ala das passistas nesta mesma escola. Mas o sonho de criança, que era ser porta-bandeira se realizou em 1989 na G.R.E.S Império Serrano, dois anos depois foi para G.R.E.S Estácio de Sá.

Selminha é uma apaixonada pelo que faz, ícone do Carnaval com os maiores títulos que um astro da Folia do Momo pode receber. O reconhecimento pelo seu trabalho lhe rendeu diversos prêmios, tais como: Estandartes de Ouro- concedido pelo Jornal O Globo (1992, 1998, 2000, 2002 ,2005, e 2009); entre outros.

Claudinho

No dia 4 de maio de maio de 1972 nascia no bairro do Estácio no Rio de Janeiro, Cláudio de Souza. Católico, devoto de São Jorge e Nossa Senhora Aparecida, músico, ícone do Carnaval, ele é o primeiro mestre-sala do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis.

Carinhosamente chamado por Claudinho, é casado, pai do Wallace, do Wendel, da Thaís, do Claudio Júnior e do Caio.

Sua história de amor com o Carnaval começou bem cedo, aos seis anos de idade, Claudinho era passista na Escola de Samba Unidos de São Carlos, com o lendário Zequinha.

Cássio Dias

Ele tem a responsabilidade de abrilhantar o carnaval e atrair atenção do público na Marquês de Sapucaí. Este é Cássio Dias, 37 anos, morador da Freguesia, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Formado em Ciências da Computação, com Mestrado em Gestão Estratégica de Negócios pela UFRRJ, Cássio não vive só do samba. Quando não está no samba, o funcionário público trabalha como Analista de Sistema e Métodos, e professor dos Cursos de Sistemas de Informação e do Curso de Administração da Faculdade Mercúrio (FAMERC), e também do Curso de Pós Graduação em Gestão de Pessoas da Universidade Estácio de Sá.

Mesmo com tantas atribuições, Cássio ainda conseguiu tempo para se dedicar a outros ritmos. Estudou balé Clássico e Jazz durante anos na academia do renomado coreógrafo Renato Vieira. Também estudou na Escola de Dança Maria Olenewa e na Escola de Dança Dalal Oscar.

Raíssa de Oliveira

No dia 30 de julho de 1990, no bairro de Mesquita, na Baixada Fluminense, nascia Raissa de Oliveira. Raissa é carinhosamente chamada de Rai pelos amigos mais íntimos. Aos 25 anos a jovem é empresária do ramo da moda e eventos.

Ícone do Carnaval, ela está há 14 anos à frente da bateria da G.R.E.S Beija- Flor de Nilópolis, mas sua história de amor e fidelidade com a agremiação começou bem cedo.

Quando criança Raissa gostava de assistir a Beija-Flor pela televisão e passava horas acordada esperando a escola desfilar. Raissa pegava a sandália de salto alto da mãe e ficava em frente à TV imitando tudo o que via e pedia para desfilar.

Fã incondicional de Sonia Capeta (rainha de bateria da época), costumava passar todo santo dia na porta do trabalho da Sonia só para estar perto da sua diva. Quando não a encontrava Raissa voltava para casa chorando.